Uma difícil decisão.

Uma difícil decisão

Uma difícil decisão, que teria que tomar em relação a minha escolha de vida que me levava a tantas divergências com meus pais a todo momento.

Eu em minha difícil decisão estava distraída a beira-mar, sentada na areia com pensamento distante, olhava para a quelas águas que ião e vinham embaladas pela força do vento em alto-mar.

Amanhecera por conta de uma difícil decisão a tomar.

Ali sentada sobre a areia não tive vontade de voltar para casa depois de um dia e toda uma tarde de conflitos, desentendimentos com a família.

Somas três filhos mais eu por minha escolha de como viver sou cobrada por meus pais por não querer estudar, por gostar da noite e trabalhar em bares como cantora.

Gosto do que faço, sou feliz assim, gosto da noite e não me falta trabalho, as pessoas que me ouvem gostam do que canto e até elogiam minha voz.

Tenho em meu repertório um pouco de cada ritmo para agradar a todos que me ouvem.

Meu pai tinha outro caminho para mim, queria me ver na faculdade, seu desejo era me ver formada em medicina, profissão que ele exercia como médico cardiologista e minha mãe era pediatra, meu irmão preste a se formar em ortopedia e minha irmã esteticista.

Sou a casula dos filhos e a que mais trais problemas para todos, que não concordam com minha escolha de vida.

Abandonei a faculdade, não tinha saco para seguir, não havia motivação em mim, não queria ser médica, nem advogada ou outra profissão, o que queria era cantar, construir minha vida com a música.

Aos pouco fui conseguindo meu espaço, tocava bem um violão, algo que aprendi sozinha.

Divulgando meu trabalho, minha música.

Gravei algumas fitas e espalhei pelos barezinhos que contratavam músicos ao vivo para atrair fregueses.

Aos pouco as portas começarão a se abrirem para mim, mais em casa tudo piorou quando dei a notícia a eles que trabalharia a noite como cantora, eu precisava tomar uma difícil decisão.

Meu pai ficou sem falar comigo, assim como munha mãe eu só tive o, a paio de meus irmãos que me entendiam e queriam me ver feliz.

E eu era, sou feliz fazendo o que faço cantando.

Precisava tomar uma atitude, uma difícil decisão, não dava para continuar vivendo em conflito com meus pais.

Tem sido assim, dois dias de Paz o resto da semana batendo boca.

A pressão e constante, parecia que meu pai e minha mãe haviam combinado para me pressionarem e eu já estava no meu limite.

Não queria seguir discutindo com eles em todas as nossas conversas, eu precisava tomar uma difícil decisão.

Na maioria das vezes eu pegava meu violão e saia mesmo quando não tinha nenhum trabalho agendado.

Meu orário para dormir era durante o dia mais quando minha mãe ou o meu pai tirava o dia para me persegui só mesmo saindo de casa para não discutir.

Na maioria das vezes e minha mãe quem dificulta as coisas para mim.

Ela sabe já havíamos conversado a respeito das faxinas em meu quarto e eu deixei bem claro que não queria, não precisava faxinar, eu mesma o faria, mas ali estava ela gritando meu nome, Cláudia, Rose precisa entrar abra a porta.

Minha mãe, minha inimiga ou amiga.

Rose era a pessoa de confiança de minha mãe que uma vez por semana cuidava da limpeza da casa.

Mesmo após ter tido uma conversa com minha mãe a respeito das faxinas em meu quarto, ela continuava me em comodando.

Sempre batemos de frente eu e ela, mais desta vez foi pior pelas palavras que ela me disse.

Palavras que me magoaram muito, chegou a me convidar a deixar a casa, quando disse que eu nada tinha e que as coisas relacionadas a casa era ela quem de sédia.

Desídia como fazer e a hora de fazer e com o meu quarto não seria diferente.

Ela estava certa, pois meu estilo de vida não era compatível com o da família e se eu quisesse viver em paz sem conflito, eu só tinha um caminho, precisava tomar uma difícil decisão sair de casa.

Era ter o meu próprio espaço, só que isso tinha custos e eu não estava preparada para isso.

Considerando que eu teria que comprar tudo que uma casa precisa para funcionar.

Mesmo que eu conseguisse um simples quarto com um banheiro coletivo, teria gastos e era sobre isso que estava pensando olhando para as águas do mar que se perdiam no infinito.

Eu estava em um beco, sem saída, meu trabalho ainda não me dava condições de encarar uma vida longe da proteção de minha casa.

Por outro lado, já estava insuportável conviver com meus pais da maneira que eles estavam pegando no meu pé.

Olhando para as águas buscando uma saída.

Ali, olhando para a quelas águas vindo e indo e eu pensado só encontrei uma saída, precisava encontrar um trabalho de meio expediente e que fosse à parte da tarde.

Gosto de minha família assim como gosto de meu quarto, de todo o espaço da casa, nasci ali e ali era o meu mundo seguro.

Gostaria de continuar vivendo perto, com todos eles, sobre o mesmo teto, mais tenho que ser realista, não terei paz continuando ali dividindo, usando de um espaço que, na verdade, não era meu.

Eu fazia parte dele, mais não me pertencia, a casa era de meus pais e eu estava sendo inconveniente em pondo a eles meu ritmo de vida com minhas escolha e eles querendo que eu seja da maneira que eles querem.

Foi ótima as horas que passei ali sentada olhando para a imensidão do mar e procurando em pensamentos uma saída para poder tomar uma difícil decisão.

Vendo o vai e vem das águas, a paz do lugar, isso me deu a devida tranquilidade para achar uma solução para que tudo, melhora-se entre mim e meus pais.

Um deste barzinho onde eu cantava tinha uma lanchonete que funcionava durante o dia e o dono era gente ótima.

Deixei as areias da praia já sabendo o caminho que tomaria.

Aquelas horas que passei ali pensando, deixando minha mente seguindo o vai e vem das pequenas ondas do mar, me auxiliaram a; procurar por caminhos possíveis para que pudesse colocar minha vida em ordem.

Uma difícil decisão
Uma difícil decisão e estar entre dois caminhos a seguir e uma escolha, somente uma escolha a fazer.

O trabalho e um canto para ficar tudo junto.

Sai das areias onde estava já há algum tempo decidida a procurar por Manoel o dono do barzinho onde eu me apresentava duas vezes por semana.

Pediria a ele um trabalho na lanchonete por meio expediente, tinha esperanças de conseguir.

Abri meu coração ao senhor Manoel, expus minha situação em casa com os meus pais, passei para ele o que vinha passando com a revolta de meus pais pela minha escolha de vida.

Gente boa entendeu o que eu estava vivendo, passando, se sensibilizou com o meu drama, me deu o trabalho que eu queria e ainda efetuou mais por mim.

Ele tinha um espaço nos fundos de sua casa onde guardava um monte de tralhas, coisas que não estava usando.

Me convidou a conhecer o lugar e ver se me servia.

O espaço era bom e tinha um banheiro só precisava de uma boa arrumação, e com uma demão de tinta algo que eu mesma faria ficaria perfeito.

Ele me deixou a vontade para usar qualquer coisa que me servisse de todas as quelas coisas amontoadas.

E no meio de todas as quelas coisas amontoadas eu conseguir algumas peças que foram suficientes para deixar o quarto confortável.

A bondade do senhor Manoel e de sua esposa que concordou com a atitude do marido e Deus quem abriu a porta para mim.

Tive sorte, tive a ajuda de Deus.

Deus me mostrou o caminho nos momentos em que estive sentada naquelas areias a beira-mar, pensando em uma difícil decisão a tomar.

Eu estava feliz, acabara de conseguir o trabalho e junto um lugar para morar, um bom lugar onde estaria protegida por gente do bem.

Aliais me esqueci de me apresentar meu nome Cláudia sou uma amante da vida noturna, canto e toco meu violão.

Trabalho cantando em barzinho, faço pelas madrugadas e agora sou funcionaria de uma lanchonete por meio expediente na parte da tarde.

Na manhã descanso em um sono merecido, pois não sou de ferro.

Minhas escolhas de vida me trouce serias divergência com meus pais, mais principalmente com minha mãe.

Foi por conta disso a minha decisão de morar sozinha foi preciso.

Não foi nada fácil dizer a eles, esperei tudo se ajeitar, estar com tudo pronto, tudo arrumadinho, só faltando me mudar.

A família estava todos em torno da mesa para o jantar e como sempre estive presente, ocupei o mesmo lugar de sempre.

Estava tudo em paz, sempre foi assim durante as refeições, as cobranças e discussões vinham depois, mas desta vez seria eu a falar primeiro.

Todos estavam com seus pratos vazios, era chegada a hora de dar a todos a notícia de minha saída de casa.

Mãe, pai e meus irmãos, não estarei mais com vocês todos os jantares, estou me mudando para um expanso meu, cansei de ser o motivo de tantas desavenças entre nós.

Pai, mãe me perdoem por não querer para minha vida o que vocês desejam para mim.

Uma pessoa desentoada entre todos.

Pai, mãe, não encontrei outro caminho para seguir por um fim em tantos conflitos entre nós, não está sendo fácil para min tomar esta decisão que é para mim uma difícil decisão.

Sou uma pessoa desentoada entre todos vocês, motivo de tantos desentendimentos, amo todos vocês, não vou simplesmente sumir da vida de vocês, só não morarei mais aqui.

Pai, mãe, meus irmãos, eu só quero ser feliz e em busca desta suposta felicidade que estou comunicando a vocês que estou deixando essa casa, para viver minha vida da maneira que quero viver.

Não precisem se preocuparem comigo, ficarei bem, tenho um trabalho meio expediente para me auxiliar nas despesas, tenho um bom lugar para morar, tá tudo certo para mim.

Talvez um dia eu mude de pensamento em respeito a música e decida voltar a faculdade e escolher uma das profissões que desejam para mim.

Quem sabe, mais agora não, agora estou querendo viver deste meu sonho, lutar e fazê-lo se tornar uma realidade.

Mãe, pai, não me queiram mau, eu só quero me sentir feliz, lhes peço, desejem boa sorte para mim.

JORGE SOARES


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