Palavras // Poemas

Amor e Poesias // Em Prosa E versos 
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O Lobisomem

 

Um grande barulho feito do lado de fora da casa, fez com que Dorival se preocupa-se com sua criação de patos e galinhas, os bichos estavam inquietos, lembrou se que um de seus amigos teve o sitio atacado e alguns de seus animais mortos e devorados por tal bicho que ele, o amigo acreditava ser um lobo na verdade um lobisomem.

 

 

------ Lobisomem ou lobo não iriam devorar seus animais, deu um pulo da cama olhou pro relógio na mezinha da cama onde marcava duas horas da madrugada, os bichos continuavam agitados, maldito bicho com que direito atrapalha meu sono, com que direito quer se alimentar do que e meu, sentira em seu corpo a ira de Dorival.

 Dorival era um da que lês homens que não temiam nada um típico caipira que só acreditava na quilo que seus olhos enxergassem, enfiou os pés na velha botina de trabalho que sempre deixava nos pés da cama, não tinha tempo pra colocar sua calça saiu como dormia de coloras, pegou a velha cartucheira e saiu pro quintal.

 

 

----- Era um noite de lua cheia que facilitava sua visão, o galinheiro ficava a uns trinta metros da casa, com passos ligeiros se aproximou os bichos continuavam agitados.

Droga porque não peguei um lampião, como vou enxergar alguma coisa nesta escuridão estas arvores tira toda a claridade da luz da lua, e agora o que faço, vou ter que voltar pra pegar um lampião mais antes vou ate a cerca e faço um pouco de barulho quem sabe assim eu consiga espantar tal bicho.

 Com o cabo da cartucheira bateu varias vezes nos bambus da cerca e resmungou algumas palavras sem sentido e em seguida caminhou de volta pra casa precisava de um lampião.

 

 

------- Dorival tinha fama de corajoso, nada lhe metia medo e por esta razão ganhou muitas apostas quando era desafiado na sua coragem e com esta mesma coragem Dorival caminhava de volta quando ouviu um quebrar de galhos secos, ficou atento e diminuiu sua passada outra vez ouviu o barulho de galhos quebrando, Dorival parou cartucheira engatilhada aguardava o ataque de tal bicho.

 Por uns três a quatro minutos permaneceu parado e nada, deu mais uns passos e ouviu de novo o quebrar de galhos, esbravejou, vamos apareça, seja o que for apareça, não pense que vou correr, pois não vou, estas terras são minhas e tudo sobre elas me pertence e ninguém ou nada vai tirar o que me pertence.

 

 

------ Caminhou mais um pouco e de repente algo foi atirado de dentro do mato em sua direção e caiu bem a seus pés, era uma cabeça de cabrito, Dorival olhou pra direção de onde ele supôs que tenha atirado o pedaço do animal e atirou, o estrondo do tiro ecoou pelo silencio da noite como um estrondo de um dique se rompendo, maldito seja você o que for não vai me fazer correr juro que não, disse Dorival que deu mais dois passos quando escutou bem a seu lado o uivo forte de um lobo, seu extinto de sobrevivência foi mais forte que sua coragem, deixou escapar de sua mão a cartucheira e se pôs a correr em direção a casa.

Pela primeira vez se sentiu apavorado e com medo, pela primeira vez em sua vida algo havia lhe metido medo.

 Escondidos no meio do mato Jacinto disse pra Tiago, não ti falei que conseguia fazer Dorival correr, certo mais o que o fez correr foi a cabeça do cabrito que lhe arrumei. 

 

 

Na verdade foi toda a encenação que fizemos mais ainda não foi o suficiente pra você ganhar a aposta ele vai ter que dizer que foi atacado por um lobisomem certo, certo mais pra que isto aconteça vamos seguir com o plano vamos assustá-lo dentro de casa, ele já não tem mais a cartucheira portanto não corremos risco de levar um tiro, - você tem certeza de que ele não tem outra arma dentro de casa, certeza absoluta então vamos.

Jacinto e Tiago por conta de uma aposta entre eles armarão pra cima do amigo. – trouce a tal madeira com os pregos com as pontas afiadas,- sim, ótimo será nosso toque final.

 Jacinto e Tiago eram vizinhos e amigos de Dorival fizera uma aposta com outros amigos de que Dorival diria na frente de todos que foi atacado por um lobisomem e que chegou a correr do tal bicho pra não ser atacado por ele.

 

 

------ Os dois amigos caminharam em direção a casa. —Lá dentro Dorival se refazia do susto e se revoltava contra o medo que lhe fizera correr,- que droga lobisomens não existem deve ser um lobo que desceu da mata atrás de comida, mais tenho que levar em conta que lobos não arremessaria uma cabeça de cabrito contra ele.

 Dorival tentava achar uma resposta para o que lhe sucedera quando ouviu novamente o uivo do lobo. - droga este bicho veio atrás de mim, droga deixei minha espingarda lá no caminho e agora.

 

 

----- Sentir medo era algo terrível para Dorival, ter que admitir este medo era pior, - ouviu um barulho na porta dos fundos da casa, meio atordoado com o que estava sentindo demorou um pouco para se lembrar do velho facão que usava pra cortar canas e podar pequenos galhos precisava tomar posse desse facão. 

O barulho na era algo estranho, pois lobos não atacam portas, - em sua cabeça mais forte ficava o pensamento de que era de fato um lobisomem o animal que estava do lado de fora da casa forçando sua porta querendo entrar.

 

 

---- Do lado de fora da casa Jacinto e Tiago se seguravam no riso imaginando o desespero do amigo. - Jacinto pegou da mão do amigo a tal madeira com os tais pregos afiados que o amigo fizera, novamente saiu do meio do mato e caminhou em direção a porta da casa mais antes ligou novamente o gravador e fez com que novamente se ouvi se o uivar do lobo, deu um pequeno espaço de tempo e com a tal ferramenta na mão caminhou em direção a porta da casa do amigo.

Dentro da casa Dorival procurava por tal facão, droga esta minha mania de não ter um lugar certo pra guardar minhas ferramentas a onde coloquei esta droga de facão.

 

 

---- Do lado de fora Jacinto estava pronto pra dar o toque final, ferramenta em punho pronta pra riscar a porta. – A porta dos fundos não tinha fechadura era trancada com uma peça de madeira um pouco mais comprida que a largura da porta, que era encaixada em duas outras madeiras presas uma de cada lado do portal, quando trancada deixava uma folga entre a tranca e a porta era só tocar na porta para se ouvir um barulho,- Jacinto sabia deste detalhe e o usou pra causar um efeito maior no que pretendia fazer, tocou na porta por duas vezes e em seguida usou a tal ferramenta por duas vezes deixando profundas marcas na valha porta de madeira da cozinha do amigo.

 Dentro da casa Dorival tinha acabado de encontrar o tal facão quando a porta se mexeu uma, duas vezes e em seguida ouviu o arranhar de unhas sobre ela, uma, duas vezes e se fez silencio.

 

 

---- Durante alguns minutos ele permaneceu empunhando seu velho facão esperando um novo ataque do bicho a sua porta, temia que sua velha porta se partisse com o peso do animal, teria que estar preparado pra se defender do possível lobisomem.

 Os minutos foram se passando o silencio era total ate que voltou a ouvir o uivado do lobo novamente só que desta vez bem distante da casa.

 

 

----- Não conseguiria dormir depois do que passou do susto por que passou, pegou uma garrafa de pinga que tinha debaixo da pia e, pois quatro dedos da bebida em um copo e tomou de um só gole.

 Pensando em tudo as palavras foram saindo de sua boca em tom alto, nunca acreditei nestas histórias de lobisomens, pra mim não passavam de historias mais o que vivi esta noite me leva a crer que lobisomens existem.

 

 

---- Já bem afastados da casa Jacinto e Tiago fizeram uma nova aposta, Tiago apostou que depois de tudo que o amigo passou ficou o resto da noite acordado, - bem vamos recapitular, apostamos que Dorival confessara que foi atacado por um lobisomem certo, sim foi esta a aposta que fizemos com a turma, se ele não confessar que foi atacado por um lobisomem perdemos a aposta sim, - e apostamos que ele permaneceria acordado, certo, certo mais o que vamos apostar, - se você perder me paga uma rodada de cinco cervejas se eu perder lhe pago cinco, certo esta feito.

 

 

---- O dia clareará quando Dorival criou coragem e abril sua porta, nela encontrou duas marcas distintas que pareciam marcas de unhas, caminhou em direção ao galinheiro onde deixara cair sua cartucheira, queria ver a tal cabeça se era mesmo de cabrito mais só encontrou sua velha espingarda e onde estava a cabeça do animal tinham marcas de unhas como as da sua porta.

 

----- Foi ate ao galinheiro tudo estava normal, contou suas galinhas e os patos e suas galinhas de angola que eram dez, todos os seus bichos estavam vivos, respirou aliviado olhou pro céu e agradeceu a Deus.

 

 

----- Jacinto comentou com Tiago, foi ótima sua ideia de deixar as marcas de unhas no local da cabeça, - Jacinto você sabe que se Dorival souber que todo o terror por que passou nesta noite foi arrumação nossa alem de perdermos o amigo ele vira com tudo pra cima de nos, esta historia e só nossa e morre após as palavras de Dorival, ninguém pode saber que fomos nos que planejamos isto tudo.

 

 

------ Dorival estava certo de que havia sido atacado por um lobisomem, não conseguira encontrar uma outra explicação quando o amigo Jacinto lhe contara sobre o ataque a seus animais e falou sobre lobisomens ele gozou do amigo, foi preciso viver todos a que lês momentos pra constatar que o amigo tinha razão.

 

 

---- Todos os domingos a turma se encontravam para uma partida de sinuca e algumas rodadas de cerveja, Jacinto sempre era o primeiro a chegar seu sitio era o mais próximo da cidade, depois do sitio dele vinha o de Dorival e em seguida o do amigo Tiago. - -- A que lê domingo Dorival foi o ultimo a chegar, sua indecisão de contar ou não pros amigos o que lhe havia sucedido na noite de cesta feira lhe tomara um bom tempo mais por fim resolvera revelar pros amigos toda sua terrível experiência e confessar que fora atacado na que lá noite por um lobisomem.

 

 

----- Os amigos Jacinto e Tiago aguardavam ansiosos pela chegada do amigo, todos estranharam a demora de Jacinto que sempre foi um dos primeiros a chegar, gostava de iniciar o jogo, ganhara este direito por um ano depois de ganhar uma aposta dos amigos. – por fim sua camionete encostou na porta do bar e ele com um olhar serio, não se sentia muito à vontade pra confessar pros amigos que pela primeira vês em sua vida sentiu medo e correu por razão deste medo, mais não era homem de mentir e assim que entrou logo anunciou ( fui atacado esta noite por um lobisomem e corri de medo e não me perguntem mais nada ) - se fez silencio ninguém se atreveu a fazer uma pergunta, todos conheciam o gênio agressivo do amigo , um pouco afastados do grupo Jacinto e Tiago ergueram os copos discretamente trocaram um olhar   de vencedores e escondido do amigo trocaram um discreto sorriso, ( - conseguimos - )

.......... Jorge Soares silva .........

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