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Amor e Poesias // Em Prosa E versos 
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A Figueira / Contando Histórias / formando leitores


Estava eu sentado à sombra de uma grande figueira em um lugar isolado distante de tudo e todos. Não era uma mata mais um descampado rodeado por pequenas arvores que ali brotaram a alguns anos depois de passar por ali um incêndio que consumiu uma boa parte de tudo.

A Figueira sofreu menos por estar em um descampado o fogo pouco estrago fez em sua beleza. Majestosa, imponente ela se destacava isolada tendo em sua volta somente vegetações rasteiras e eu estava ali pronto para aproveitar do conforto que seus galhos proporcionavam oferecendo um local refrescante com muita sombra, pois a arvore era imensa.

 

Muitas histórias já foram contadas a respeito destas imponentes arvores, os mais antigos acreditavam que os espíritos do mal tem a figueira como seu talismã e que eles os espíritos do mal habita seu tronco repousam em seus galhos. Das historias pouco sei só sei que e confortante usufruir de sua sombra.

O sol estava escaldante só um maluco como eu para encarar um passeio deste com um sol tão forte. Sempre gostei destes passeio, quando garoto gostava de invadir as pequenas matas como um explorador, um aventureiro. Minha aventura neste passeio era tirar fotos, gosto de fotografar paisagens, animais a natureza nos oferece cenários magníficos para serem fotografados e eu estava ali usufruindo de tudo.

 

A própria figueira já estava com sua imagem em minha câmera. A horas que eu estava fotografando, as pernas já estavam casadas, foi muita sorte ter encontrado uma sombra tão confortante como a que a imensa figueira proporcionava.

As histórias são histórias o nome já diz, não iria deixar de aproveitar uma boa e confortante sombra por medo de histórias. Procurei um lugar próximo ao tronco da arvore para me sentar, um lugar que desse para me encostar e esticar as pernas.

 

Respirei fundo aquele ar fresco que me rodeava, uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes, na quarta meus olhos já estavam fechados e a mente solta livre.

Quem e este quem e este, não sei não sei, teu amigo teu amigo, não, não, e teu não conheço, não conheço, um intruso. Então ele e um intruso em nossa casa, acho que sim, acho que sim. Escutem todos quem deu permissão para um estranho usar de nossa sombra, usufruir da sombra de nossa casa. Eu não, eu também não, nem eu, tão pouco eu, eu também não, por um acaso ouve um pedido da parte dele a alguns de vocês, não, não, não. Como uma criatura pode invadir a casa alheia assim, ele e muito atrevido, não ele e abusado, não ele e um cretino ele e um entram e merece uma lição.

 

O que vamos fazer, vamos dar um susto nele, de que maneira, vamos jogar pedras, eu não tenho pedras, vou jogar pedaços de galhos secos tudo bem, eu jogo primeiro, não eu tive a ideia vou jogar primeiro, quietos todos vocês querem acordar o cara, esqueceram de quem e esta casa, esta casa e minha cheguei primeiro e tive que lutar por ela portanto eu mando em minha casa eu jogo a pedra.

 

Mais você não tem a pedra não mais você tem o galho e vai me dá eu não vou dar o meu galho ele e só meu, calado a casa e minha eu mando ou sai de minha casa. Tá tomá-la o galho e teu mais vê se não erra, pois só tenho este e eu o conheço se eu jogar não vou errar, quanto a você não cei ele não ti conhece e nem você a ele. Pare de me azara, eu vou jogar o galho, joga mais não erra, não enche se eu errar tenho outro galho. Eu não vou lhe dar meu galho. Gosta daqui, sim gosto, então o galho e meu, mais você não conhece o galho e ele não te conhece e você pode errar.

 

Calados todos vocês que eu vou jogar o galho. Vê se não erra o galho não te conhece e nem você conhece o galho e você pode erra. Tá bom, tá bom o galho e teu tampa ele você, mais vê se não erra o galho e teu você o conhece e ele lhe conhece mais você pode erra. Mais eu não erro, e se errar, tá bom, tá bom toma o galho e teu pode jogar. Eu não tive coragem de abri meus olhos mais mesmo muito assustado eu ouvia todo a que lê diálogo e lutava contra o medo queria abri meus olhos para enxergar os donos das que lãs vozes. O dialogo continuou e eu mesmo apavorado continuei atento.

 

Silencio que vou jogar o galho. Uma voz bem distante disse vê se não erra. O que tinha o galho respondeu o galho mora em minha casa ele vai a onde eu quero. Senti algo cair sobre mim mais o medo me manteve paralisado, mais os ouvidos alerta. Você errou, não eu não errei o galho e que e fraco não teve a competência de ferir o alvo, me dê o outro galho, não o galho e meu, me dê o galho ou sai de minha casa, tá toma o galho mais vê se não erra.

 

O dialogo era o mesmo pareciam confusas, não demonstravam serem ruins, pareciam ser como crianças sem maldade, criaturas inocentes e muito atrapalhadas sem noção do que fazem. Quem tem mais alguma coisa que mora na minha casa. Eu tenho uma pena respondeu uma das vozes, imediatamente a voz de comando disse e minha. Quem tem mais, eu tenho um ninho disse uma outra voz, era possível identificar as vozes, pois era todas diferentes uma da outra. E meu, me de, me dê vou jogar tudo junto, mais vê se não erra a pena não ti conhece, você não conhece a pena assim como não conhece o ninho, e você pode errar. Senti novamente algo cair sobre meu corpo mais continuei quieto imóvel.

 

Está vendo, está vendo você errou outra vez, quietos, e agora, e agora, deixa eu pensar, hum, hum, eu quero o meu galho, eu quero o meu galho, eu quero minha pena, eu quero minha pena, me devolve o meu ninho, você errou o propósito não foi alcançado queremos de volta o que e nosso. Tudo bem se querem vão pegar, você sabe que não podemos deixar a proteção da arvore se saímos deixamos de existir. Então vocês querem que eu deixe de existir, querem ser os donos de minha casa, vou jogá-los ao vento para que se tornem poeira.

 

Não, não nos destrua, esqueçamos tudo, não queremos mais nossas coisas, queremos continuar vivos você precisa da nossa companhia a solidão enlouqueceria você, você não vai querer se tornar um louco vai. Tudo bem, tudo bem esqueçamos agora quietos deixe eu pensar. Enquanto o líder pensava eu ouvia o resmungar dos outros eles não se conformavam em ter ficado sem suas coisas embora ameaçados pelo líder e terem concordado com o acontecido eles continuavam resmungando só que não incomodaram mais. Achei estranho porque o líder não se importava mais com os resmungos, eles concordaram mais não pararam de fazer o que estavam fazendo e parecia que o líder não ouvia o que os companheiros diziam em seus resmungos.

Que criaturas seriam estas.

 

Minha mente trabalhava a procura da resposta mais meus olhos não davam a ela a informação que precisava para desvendar tal mistério. Eles não podiam tocar ao chão isto eu já sabia, se eles tocassem ao chão se tornariam poeira, outra coisa que percebi, a arvore e que os protegia suas vidas sem ela não existiriam. Perguntas veio a minha mente, como chegaram até ali, ouvi o líder dizer que a casa era dele que ele havia lutado muito para conseguir ter sua casa, lutou com quem contra quem se não podia deixar a arvore estranho. De repente o líder falou, parem, parem vocês não se canção de ficarem discutindo algo que não tem solução vocês não são mais os donos da que lãs coisas tudo agora pertence ao chão assim como nos, se fazem tanta questão de terem de volta a que lãs porcarias se elas tem mais valor pra vocês que suas liberdade, peguem de volta o que querem, eu não, nem eu, tão pouco eu, então quietos pensei e acho que descobri um jeito de castigar o intruso. Qual, qual, qual, vamos pescar sua alma, pescar sua alma, pescar sua alma, pescar sua alma, sim vamos pescar sua alma, mais como vamos fazer isto, como, como, como, prestem atenção vou explicar a vocês mais e perigoso vocês terão que ter coragem. Eu tenho coragem, eu também tenho, eu sou o mais corajoso.

 

Eu sentia todo o meu corpo tremer estava apavorado meus olhos pareciam colados e quase não respirava. Quem são estas criaturas o que são e porque são tão egoístas, que mal tem alguém descansar na sombra de uma arvore, eles não são os donos da arvore não tem o direito sobre ela pensei. Diz, diz o que vamos fazer para pescar a alma do intruso. Prestem atenção não vou ficar repetindo e não me interrompam quando eu estiver falando, pois fale, fale, fale, será preciso dois de nós para cada tentativa, primeiro vai o mais corajoso junto com o primeiro que tem a coragem, o que vamos fazer. Só existe uma maneira de pescar a alma do intruso, quando ele respirar Sua alma sai do corpo para pegar ar, ai e a hora que vocês atacam.

 

Mais por que temos que ser dois se a alma e somente uma, porque um presta a atenção na boca ele pode respirar por ela o outro presta atenção no nariz pode respirar por ele e quando vocês a pescarem será preciso os dois para dominar ela. Porque dois de nós para somente uma alma. Querem mesmo saber, eu quero, eu também quero, nós queremos respondeu uma voz que pouco falava e mais ouvia. Se querem eu falo, e que ele pode ter a alma pesada e pode nos levar ao chão. Não estou entendendo disse o que pouco falava explique direito e fale dos riscos, pois o plano e teu a ideia e tua mais a vida e deles.

 

Pois bem e preciso de dois para um vigiar sua boca o outro seu nariz, pois como já disse ele pode respirar tanto por um como por outro, e preciso de dois porque sua alma pode estar pesada ela não e como nos que mantemos nosso peso. A alma humana varia de peso de uma para outra, mais porque, por causa do pecado, mais o que e o pecado, fala diz queremos saber. Novamente o que pouco falava tomou da palavra. Pecado e a falta de inocência, são os desejos as tentações que conduz a praticar o mal assim como o que vocês vão fazer com o estranho.

 

Eu podia pôr fim a tudo era só abrir os olhos me levantar e sair de debaixo da arvore mais não conseguia me mover meus olhos estavam travados de tanto medo, pareciam colados, por mais que me esforçasse não conseguia abri-los. Eu já estava apavorado depois de ouvir o que eles pretendiam fazer comigo me deixou completamente aterrorizado ao ponto de urina em minha roupa, sim o pavor era tanto que o medo me fez me molhar todo. Pescar minha alma quando eu respirar, minha alma deixar meu corpo a procura de ar, isto existe será que e assim que acontece ou ele sabe que estou acordado e está falando para me assustar, e se ele não souber e estiver falando com intenção de fazer, e se eles pescarem mesmo minha alma o que acontecera comigo.

 

Estas perguntas cresciam dentro de minha mente, o que fazer pensei, pensei e só encontrei um caminho, rezar, rezar, rezar só mesmo com a ajuda de Divina eu conseguiria me livrar do domínio do medo e abrir meus olhos, o diálogo continuou.

Escutem, prestem bastante atenção você que tem a coragem e você o mais corajoso não de ouvidos ao outro ele e medroso e quer que vocês tenham medo assim como ele tem.

 

O que vamos fazer não tem Nada a ver com o pecado só vamos dar um susto nele, só um susto. Eu não quero pecar, eu também não, e nem tão pouco eu, eu já falei que ninguém vai pecar, o que não podemos e deixar o desconhecido tomar nossa sombra sem nos ter pedido. Vamos dar um susto nele sim, vamos, vamos, eu também quero participar disse o terceiro, pois bem escutem, você que tem a coragem junto com você o mais corajoso vão fazer o que falei, vão descer até ele e ficar um de cada lado, você que quer participar vai assoprar bem forte em sua boca o nariz e onde sua alma vai sair, vocês dois prestam a atenção no nariz quando a alma dele sair para respirar vocês a agarra a que Le que segurar primeiro ira precisar da ajuda do outro mais não a deixe escapar.

 

Não, não contem comigo não suo moleque pra brincar de assustar os outros, disse o que pouco fala. Você vai soprar na boca do intruso não falou que quer participar, não quero mais. E não vai tem certeza, pois bem todos tem que fazer alguma coisa, eu sou o dono da casa e sou eu quem dá as ordens. Você dá as ordens e o que você vai fazer achar grassa e se esconder. Não seja arrogante me deves tua liberdade e também o teu conforto de habitar o topo, perdeste o medo de altura olha que posso colocá-lo Ca em baixo. Não eu faço, eu faço, pois bem.

 

Fez-se novamente silencio, as vozes pararam mais eu continuei lutando para me livrar de todo a que lê tormento, sabia que era só sair de debaixo da que la arvore mais meu corpo parecia colado a que lê tronco era como se a arvore estivesse me abrasando me mantendo preso a ela. Der repente me veio um pensamento, será que a arvore me mantém preso a ela justamente para incomodar seus ocupantes e forçá-los a deixá-la, mais se assim for eu estou perdido, pois pelo que ouvi da conversar deles não deixaram a arvore nunca, pois se deixarem teriam que voltar pro lugar de onde vieram e eles e isto eles não queriam, eles se sentem bem na proteção da arvore. Já CEI o que fazer para ajudar disse uma quarta voz, então diga, diga, diga fale logo, pois bem.

 

As vozes novamente se fizeram ouvir em um diálogo quase sempre sem sentido, eles não citam nomes se dirigem uns ao outros pelo que falam de si como mais corajoso, quem tem a coragem, ele e medroso, o do alto, dono da casa e desta maneira que se comunicam entre si. Não tem nomes próprios era como se não existissem uma sombra falante, espíritos falantes, não eram de natureza ruim, maldosos nas suas brincadeiras, o que estavam fazendo comigo era pura e simples brincadeira, egoístas por não aceitarem alguém usando da sombra da arvore que consideram sua casa. Mesmo tão apavorado como estava consegui pensar nas atitudes deles para comigo e deduzir que não eram criaturas má mais sim atrapalhados e confusos e que a conversa de pescar minha alma era pura brincadeira só que eu não tinha a certeza e por isto nada mudou em relação ao medo que estava sentindo.

 

Vamos diga como você vai participar você que fala pouco mais que também fala muito e que mora no alto. Eu vou tomar o lugar de sua alma quando ela for agarrada vou entrar em sua casa e assustá-lo por dentro. Muito boa esta minha ideia disse o que liderava, respondeu o outro, mais a ideia e minha, mais eu sou o dono desta casa somente eu tenho o direito a pensar e cem o pensamento não se tem ideias portanto a ideia e minha.

 

Eu continuava lutando contra meu medo com toda minha força mental, queria e precisava me livrar da que La situação mais tudo em vão não conseguia abrir os olhos e nem tão pouco me mexer ouvia tudo e nada podia fazer a meu favor. Eles estavam prestes a me atacar de uma maneira que iria me causar uma imensa dor, agarrar minha alma, entrar no meu corpo, isto deve doer muito, muito. Não pode ser verdade eu só posso estar sonhando, só pode ser um sonho. A voz se fez ouvir novamente; escutem todos vocês, quero que me digam o que vamos fazer com o estranho todos nos juntos. Vamos dar um susto nele. De que maneira, cada um fala o que vai fazer. Eu que tenho a coragem vou vigiar sua boca, eu que sou o mais corajoso vou vigiar seu nariz, eu que também tenho coragem vou soprar em sua casa e eu que pouco falo e falo muito e moro no alto vou invadir a cãs de sua alma. Pois bem todos sabem o que fazer mais não se esqueçam se tocarem ao chão voltam de novo para a terra portanto cuidado, muito cuidado, agora vão.

 

Meu Deus estou perdido sem vossa ajuda, me salve eles vão pegar minha alma e entrar no meu corpo, vão roubar minha vida e eu não quero morrer a que sozinho de baixo desta arvore, pai não permita que eles consigam realizar suas tarefas me diga o que fazer para que eu possa acordar e me livrar de tudo isto. Senti a presença deles a meu lado, não respiravam mais eu sentia o cheiro de poeira que só podiam ser o cheiro deles. Eles vão me atacar o que fazer o que fazer se eu respirar eles pescam minha alma, não posso respirar tenho que segurar minha respiração até eles desistirem.

 

Escutem todos, quando eu falar já ataquem, um, dois, três e já. Prendi minha respiração durante o tempo, durante o tempo que fiquei sem respirar continuei ouvindo as vozes das criaturas. Cadê, cadê a alma dele que não sai, Cadê, uma outra voz indagou, será que ela nos vil, será, será, o outro que falava pouco disse, ele dorme mais seu espírito nunca dorme ê e a sua proteção. E se ele nos atacar perguntou o que tem coragem, e se o espírito dele nos atacar e nos atirar ao chão ai estaremos perdidos, seremos pó novamente e eu não quero ser pó novamente, nem eu disse o outro, eu também não disse o terceiro.

 

Quietos, quietos não tumultuem as coisas, você que mora no alto, não tire a coragem dos mais corajosos e nem tão pouco do que tem a coragem, não assusta o que pouco fala, escutem todos vocês temos que castigar o intruso, hoje ele deita a sombra de nossa casa amanhã ele volta e derruba nossa casa vocês querem isto. Não, não queremos perder nossa casa, pois bem então vamos fazer o que nós combinamos. Novamente se fez silêncio e eu ali sem respirar, não aguentaria por muito tempo a que lá situação.

 

O que somos capazes de fazer quando nos sentimos ameaçados, coisas que nos surpreendem, uma força que desconhecemos emergem da nossa natureza e nos tornam mais fortes, capas de ultra passar nossos limites em proteção a nossa vida. As vozes novamente pude ou vilas eles resmungavam entre si, consegui identificá-los pelo tom da voz que eram muito diferentes uns dos outros, ouvi a voz do que pouco falava. Escutem, escutem não estou gostando nada disso só nos e quem nos arriscamos, já pararam para pensar podemos ser prisioneiros novamente se formos atirados ao chão e se o que comanda quiser ficar com a casa toda só pra ele o que faria; faria justamente o que está fazendo nos mandando para uma missão suicida onde podemos ser devolvidos ao vento. Eu não quero mais fazer isto, eu também não, nem eu tão pouco, o que faremos perguntou o mais corajoso, nada respondeu o que pouco fala, mais a casa e dele disse o que tem coragem, mais ele está só e nós somos quatro resmungou o que fala pouco, ele e o dono da casa mais juntos temos a força e juntos podemos mandar na casa dele.

 

Eu não quero voltar a ser poeira disse o que tem medo, então vamos agir disse o que pouco fala. Eu estava no meu limite, me sufocava o não respirar porem o medo deles pegarem minha alma e invadirem meu corpo me manteve o além de minhas forças na difícil missão de não respirar, mais como tudo tem um limite o meu limite foi alcançado e na anciã da busca pelo ar me engasguei e neste exato momento meu corpo reagiu e de um salto me pus de pé Assustado e perdido de pensamento levei alguns segundos para perceber que tudo havia acabado que eu estava de pé havia acordado.

 

Olhei para cima a procura dos donos das vozes que me atormentaram me deixando apavorado e não enxerguei nada a não ser os galhos se movendo com o vento e suas folhas acompanhando seus movimentos, olhei em minha volta à procura de algo que pudesse esclarecer se foi sonho ou realidade o que passei o que vivi por alguns minutos e me deparei com um ninho caído ao chão, minha primeira reação foi sair de debaixo da que lá arvore, , me lembrei que sobre mim haviam jogado pedaços de galhos, voltei novamente até onde eu me sentei a procura de pedaços de galhos secos encontrei vários mais um deles me chamou a atenção, pois uma de suas pontas parecia mastigada.

 

Meu corpo se arrepiou por completo ao tocar este pedaço de galho, eu que alimentava a ideia de que tudo não passara de um sonho me vi diante de fatos que poderiam ser verdade ou não mais a verdade era que havia um ninho ao chão, poderia ter sido o vento que o derrubou, poderia mais também havia um galho que parecia roído em uma das pontas poderia ser algum bicho mais me lembrei que o que manda questionara o que tem a coragem da mania que ele tinha de roer as pontas dos galhos secos que mantinha em suas mãos. De repente percebi que poderia ser verdade toda a conversa que ouvi e toda a ameaça por que passei tudo e possível, existe coisas que nossos olhos não conseguem em chegar, mistérios que não temos a capacidade para desvendar, foi real ou não. Não sei parecia real as coisas que encontrei no chão onde estive são reais também não importa, pois jamais vou dormir debaixo de uma figueira novamente.

Peguei o ninho e o pedaço de galho e os coloquei sobre o tronco da arvore pedi desculpas e me retirei.

 

As vezes ouvimos histórias contadas pelos mais antigos e não acreditamos, meus pais contavam histórias sobre as figueiras, histórias contadas a eles por seus pais. Arvores frondosas e solitárias, cresciam sempre em lugares isolados longe de outras arvores, imponentes destacavam-se por serem enormes. Eu nunca levei a cério a que lãs histórias de que estas arvores eram habitadas por espíritos ruins, agora eu penso diferente e até me arrisco a disser que existem mesmo espíritos que fazem delas sua moradia e que não gostam de invasores usando da sombra e da paz que se tem abaixo de seus galhos, pode ater ser que em algumas dessas figueiras espíritos ruins as habitem porem sobre a que eu me sentei e adormeci os espíritos que se manifestaram não eram maus mais sim egoístas e atrapalhados.

 

Majestosa como e a figueira doravante eu só a verei de longe, não me arrisco a viver o sufoco por que passei ao adormecer sobre a proteção de seus galhos, verdade ou não e mais uma história sobre as figueiras a minha que me arrisco a dizer, E VERDADEIRA.

 

Jorge Soares