De tempos em tempos

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De tempos

em tempos

 

Quando a vida nos move por

caminhos onde somente

a maldade se faz presente,

nos escraviza totalmente no domínio de nossa mente. Queria não ser assim, me questiono a todo tempo, mais e muito mais forte que eu o desejo que se apodera de mim. São perturbações que me confundem a mente, no fundo do meu eu, quero e desejo fazer o bem, mais o bem não me faz bem, não me traz nenhum prazer, já o mau me fascina como me fascina ver o sofrimento de alguém.

 

Mais lá no fundo do meu eu que deseja sempre o bem, uma luz quase a pagada luta para ganhar espaço dentro deste mundo obscuro do meu atual eu. E uma semente divina, um pouco em mim da presença de Deus. Sou uma alma perdida dentro de um espaço infinito, sem nenhuma visão, só escuridão, que esconde aos meus olhos todo meu passado para não ser influenciado por todas, mas recordações.

 

A bondade do pai infinito e salvar seus filhos aflitos de todos os seus conflitos que os afasta do bem. Um bom pai jamais passa a mão na cabeça do filho que comete um erro, que prejudique alguém, se assim o fizer, sobre ele cairá a culpa que de culpa a culpa, vai somando a tantas vidas perdidas, nas trocas de posições. Ontem nasci teu filho, e tu nada de bom me ensinou, e por falta de uma boa orientação, mais uma vez voltei para os caminhos da escuridão minha tendência natural, pelo prazer que sempre me deu de fazer o mau.

 

Amanhã quem sabe serei teu pai, mais que pai poderei ser para ti, se nada em mim prantou que pudesse causar mudanças, que me leve a ser bom. Nada fizeste de positivo no teu tempo de guardião, me tinhas em tuas mãos para mi dares uma boa educação, me mostrar o lado do bem, sempre me tratando bem, sempre demonstrando amor, mais o que fizestes por mim, nada de positivo, só me destes mau exemplo envolto a sofrimentos, fostes um carrasco não um pai, alimentando assim meu lado ruim que já por minha própria natureza desconhecia a palavra e o sentimento amor.

 

Eu que incorporei totalmente o mau, por tua influência de péssimo ser humano, discípulo do mau, que me causou tanto mal, me levou a ser o teu mau, no ódio que entre nós formou. Meus passados amontoados de façanhas ruins se fizeram novamente presentes em mim, por falta de seu compromisso quando se tornou meu pai. E este meu ser desorientado, vazio de sentimentos bons, se voltou contra seu tutor, como em um ato de vingança, tomou sua vida nas mãos, atentando contra seu corpo derramando seu sangue que sem vida o corpo foice ao chão.

 

Assim se consolidou, mais um tempo perdido, por pura falta de amor, mais uma era passou, nesta eu fui teu carrasco ao lhe tirar tua vida, fiz foi por vingança pelo péssimo pai que fostes pra mim e por só conhecer o lado ruim, pois sempre fomos assim eu e você.

 

Assim temos passado por tantas vidas, sempre em dividas eu e você, nesta foi tua a responsabilidade de fazer a diferença, pois vim como criança aos cuidados de ti e nadas fizestes por mim, no futuro quem sabe o que seremos você pra mim eu pra você, talvez eu seja teu pai, ou tua mãe, o mesmo teu amor, um irmão ou uma irmã, em fim estaremos juntos pra mais um tempo de reparação.

 

A vida condutora de desejos empoe as criaturas infinitas tenções, e sendo a carne fraca os desejos a possui, levando o corpo por caminhos da perdição, onde infinitas são as atitudes de nosso ser.

 

Mais um tempo de nossas vidas perdido, não conseguimos nos mover neste nosso tempo, cometemos os mesmos erros que cometemos em todas as outras vidas, tudo por falta de amor.

 

O amor e a chave da vida luz, sem amor jamais conseguiremos sair da escuridão, nos livrar das tentações que sempre nos levam a pecar.

 

Mais um tempo de escuridão, assim tem sido nossa sina, quem sabe na próxima vida encontraremos o caminho da luz o caminho pra redenção vivendo numa nova história eu e você como dois amigos, irmãos, e nesta condição, consigamos nos livrar desta perseguição, onde as forças inferiores sempre acabam nos dominando e sempre acabamos no fio da espada do anjo negro senhor da escuridão.

 

 Jorge Soares